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Resenha: Tudo o que nunca contei

Fala Galera tudo bom com vocês? saudades? eu sei que eu tava. A resenha de hoje é de um lançamento da Intrínseca e romance de estréia da autora. Vamos lá?

TudoOQueNuncaContei_GLivro: Tudo o que nunca contei
Autor: Celeste Ng
Páginas: 304
Gênero: Ficção
Editora: Intrínseca
Nota: 🍦🍦🍦

Sinopse: Na manhã de um dia de primavera de 1977, Lydia Lee não aparece para tomar café. Mais tarde, seu corpo é encontrado em um lago de uma cidade em que ela e sua família sino-americana nunca se adaptaram muito bem.

Quem ou o que fez com que Lydia – uma estudante promissora de 16 anos, adorada pelos pais e que com frequência podia ser ouvida conversando alegremente ao telefone – fugisse de casa e se aventurasse em um bote tarde da noite, mesmo tendo pavor de água e sem saber nadar? À medida que a polícia tenta desvendar o caso do desaparecimento, os familiares de Lydia descobrem que mal a conheciam. E a resposta surpreendente também está muito abaixo da superfície.


Lydia está morta. Mas eles ainda não sabem disso. (pág. 5)

E assim começa o primeiro capítulo de Tudo o que eu nunca contei: Lydia, filha adorada, irmã suportada, aluna dedicada está morta, mas a família ainda não sabe. Dada como desaparecida até que seu corpo é encontrado no lago da cidade, uma situação que ninguém preveria, pois Lydia não sabia nadar, como isso aconteceu? Como e por que Lydia foi ate o lago?

O livro é organizado em Doze capítulos, onde alguns deles tratam do presente, ou seja, após morte de Lydia e o restante são Flashback de quando a mãe de Lydia desapareceu por alguns meses, estariam os dois sumiços relacionados? como um afeta o outro? o livro se passa na década de 70, e observamos como Marilyn Walker sempre teve o desejo de sobressair, de ser médica, de não ser condenada a cuidar simplesmente do lar como sua mãe e maioria das mulheres, e vemos James Lee tentando se misturar, ser igual aos americanos, já que ele é chinês e o preconceito/estranhamento não é mascarado. Um querendo se destacar, o outro querendo ser igual a todos, como então acabaram juntos?

Como aquilo começou? Como tudo sempre começa: com mães e pais. Por causa da mãe e do pai. Porque muito tempo atrás, sua mãe desapareceu, e seu pai a trouxe de volta. Porque sua mãe queria, acima de tudo, se destacar; porque seu pai queria, acima de tudo, se integrar. Porque as duas coisas eram impossíveis. (Pág. 27)

Há também o restante da família de Lydia seu irmão mais velho Nath e a Irmã mais nova Hannah. Amos sempre deixados de lado em detrimento às atenções direcionadas á Lydia. Os pais vêem em Lydia a realização de seus sonhos: A Mãe: uma mulher médica, expert em física que sempre poderá fazer o que quiser; O Pai: vê uma garota sem traços orientais proeminentes e que nunca será impedida de fazer algo por conta de sua origem. A medida que o livro avança percebemos que há segredos nunca revelados na família, sentimentos reprimidos e um equilíbrio estrutural que é abalado com a morte de Lydia, afinal foi suicídio ou homicídio? quais os motivos por trás?

O livro é bem descritivo, um ritmo calmo, até os momentos de Clímax/ tensão aparentam uma calmaria. Ele te prende, pois, você quer saber o que aconteceu com a Lydia, e conforme a leitura avança novos detalhes vão sendo revelados: Lydia queria ser médica? se sim, porque suas notas estavam caindo? se não, porque dizia que sim? é interessante ler e ver a lógica da autora por trás dos fatos e se surpreender com o final (ou não). Eu gostei, mas nada exagerado, nos faz refletir sim, relacionamentos inter-raciais, a flata de atenção dos pais com os filhos, o excesso de atenção com outros.

A Hannah é praticamente o cachorro da família, dorme no sótão, vive debaixo dos móveis, mal fala e quando fala não é ouvida, vê tudo, ouve tudo e coleciona objetos descartáveis que lhe traz boas lembranças. Não que eu seja insensível e não esteja nem aí para a Lydia, mas me liguei muito mais em Hannah, a personagem que vê coisas que os outros não vêem, instintivamente assimila como os outros se sentem, e deste modo, acaba sendo a que melhor percebe o que está acontecendo a sua volta, sem expectativas exageradas, satisfeita com o que recebe, por mais simples que seja.

 

DÉBORAH REGINA

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