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Resenha – O Martelo de Thor

Olá galera, Saudades? sei que eu estava. Como mencionei nas postagens da semana especial Rick Riordan eu ainda não tinha lido a série Magnus Chase, mas, acabei de corrigir isso (aaaaêêêê) e é claro trouxe para vocês a resenha do segundo volume da série, já que o primeiro já foi resenhado aqui no blog e você pode ler clicando Aqui. Vamos lá?

CAPA_MarteloDeThor_GLivro: O Martelo de Thor
Autor: Rick Riordan
Páginas: 400
Gênero: Ficção
Editora: Intrínseca
Nota: 🍦🍦🍦🍦🍦

Sinopse: Seis semanas se passaram desde que Magnus Chase viajou até a ilha Lyngvi para tentar impedir o Ragnarök, e nesse meio-tempo o garoto começou a se acostumar ao dia a dia no Hotel Valhala. Quer dizer, pelo menos o máximo que um ex-morador de rua e ex-mortal poderia se acostumar. Mas ele deveria imaginar que não seria assim por muito tempo…

Magnus vai descobrir que casamentos arranjados ainda não saíram de moda: para recuperar o martelo de Thor, que está nas mãos dos inimigos,Loki, o deus da trapaça, propõe uma aliança. Na verdade, um casamento.

Sem o martelo, Thor não consegue proteger Midgard — o mundo humano —, e os inimigos estão ficando cada vez mais ousados. O Ragnarök vai começar. Os nove mundos vão queimar. Agora, Magnus,Sam, Hearth e Blitz têm apenas cinco dias para encontrar a arma perdida do deus do trovão, evitar uma invasão e impedir um casamento.


Neste segundo volume reencontramos o grupo de heróis, talvez mais heterogêneos de todas as histórias que você já leu, ou pelo menos histórias que não foram escritas por Rick Riordan (Rick Riordan sendo Rick Riordan não é gente?): Magnus Chase – Filho de Frey, dono da Espada do Verão (que se chama Jacques – Longa história); Samirah (Sam) – A semideusa árabe/Valquíria que você respeita querendo ou não; Hearthtone (Hearth) – O elfo surdo/mago das runas/amigo leal que eu amo, e é claro Blitzen (Blitz) – O Anão / Elfo negro (svartalfar) com o senso de moda mais afinado de todos os nove mundos.

Ainda está desaparecido? – Perguntei (…)

Bem, não ‘oficialmente’, claro. Se os gigantes soubessem que Thor está sem o você-sabe-o-quê, eles invadiriam mundos mortais, destruiriam tudo e me deixariam muito deprimido. Mas, extraoficialmente… sim. Estamos procurando há meses e nada. Os inimigos de Thor estão ficando abusados. Eles sentem a fraqueza. (pág. 16)

Quem leu o primeiro volume percebeu que Thor (bem diferente daquele retratado nos filmes da Marvel, diga-se de passagem) conseguiu perder seu martelo e Loki (que cara bonzinho não?) para recuperar o martelo propôs uma aliança: O martelo em troca da mão de Samirah em casamento (alguém ai acredita realmente que Loki está com boas intenções?). Assim que os demais gigantes descobrirem que Thor está sem sua principal arma, marcharão com sede de sangue para Midgard (que por sinal é o NOSSO mundo) e não terá ninguém para impedi-los. Em uma missão louca para salvar Midgard, os outros mundos e a vida pessoal de Samirah (Já que ela já está noiva de um humano), Magnus, Sam, Blitz e Hearth partem em mais uma aventura cheia de altos e baixos com um prazo apertado.

Nesta aventura matamos saudades do humor sarcástico de Magnus, e a raiva homicida de alguns personagens, nos deliciamos com as inúmeras referências a séries e artistas de nosso mundo (Doctor who, House, Jessica Jones, Game of Thrones, etc). Conhecemos um pouco mais Jacques, a espada, que vamos combinar? Ele é incrível 😉 e damos de cara com mais uma cria de Loki, quem diria, Samirah tem parentes por parte de pai, Alex Fierro é uma pessoa de gênero fluído que sendo descendente de Loki, possui a capacidade de metamorfose.

“— Essa é a ironia. — Ela pegou um abridor de cartas e girou na luz colorida. — Posso mudar minha aparência para o que ou quem eu quiser. Mas meu gênero? Não. Não posso mudar por vontade própria. É realmente fluido, no sentido de que eu não o controlo. Na maior parte do tempo eu me identifico como alguém do sexo feminino, mas às vezes tenho dias muito masculinos. E não me pergunte como sei o que sou em que dia.” (Pág. 238)

Eu, particularmente, achei muito difícil não amar Alex, seu modo agressivo, pensamento rápido, humor sarcástico, estilo de luta e uma vulnerabilidade escondida são simplesmente incríveis, tornando o nosso grupo principal de heróis mais heterogêneo ainda.

Convido a todos a mergulhar de cabeça nessa aventura criada por Rick Riordan no universo Nórdico, onde mais uma vez ele mostra seu talento em escrever e envolver os leitores em suas histórias, os fazendo refletir sobre a vida, família, amigos, e é claro se divertindo muito. A história possui um ritmo agradável, leve, com capítulos curtos e nomes bem resumidos e engraçados como por exemplo: “Devo ficar nervoso porque nossa piloto está rezando?/ Além do Arco-íris tem coisas esquistas acontecendo/ Você fica dizendo a palavra ‘ajuda’. Acho que ela não quer dizer o que acha que quer dizer” dentre todos os outros é claro.

Magnus está de certa forma ainda se descobrindo, apesar de estar morto, ele tem muitas preocupações e precisa enfrentar vários perigos, é tudo muito estranho e confuso, até o ponto que passa a ser normal as bizarrices acontecerem na sua frente. O que mais me chama atenção em Magnus é ele ser filho de um Vanir, ou seja, um deus da natureza, o que significa um deus menor. Por ser o protagonista e narrador da história poderíamos esperar um filho de Odin ou de Thor, mas não, e isso é inovador de certa forma. Outra coisa que me chamou atenção é o grupo como um todo, cada um com suas diferenças: Samirah tentando manter uma vida dupla, Blitz com seu ofício não muito reconhecido pelos anões, Hearth com uma história familiar bem complicada e um pai insuportável, Alex com seu gênero fluido, todos tem seus próprios problemas e todos abrem mão deles em certos momentos em nome da amizade e de salvar o mundo é claro.

Gostei da forma como Rick Riordan traz mais uma vez questões sociais para as leituras juvenis, em outra de suas sagas já nos deparamos com personagens homossexuais o que, para muitos, ainda é tabu, em Magnus Chase ele traz personagens muçulmanos apesar de trabalhar com mitologia nórdica; Personagens surdos que se comunicam através da língua de sinais; Personagens que não se encaixam direito com o que nasceram para ser, e se um anão não quiser construir coisas, mas costurar roupas? E é claro, como já mencionado Alex, que hora é menino e hora é menina, como rotular? como tratar? e mesmo assim nada disso importa, porque o autor trata todos os personagens do mesmo modo, importantes para a construção da narrativa e seu desenrolar.

OBS1: Annabeth dar o ar de sua graça neste volume também, já que ela cultiva uma amizade com o primo (A-D-O-R-E-I)

OBS2: Se você é daqueles que gostam de ler a última linha de um livro antes de começar a lê-lo você vai ter uma surpresa (Calma, não vai estragar a história, mas é uma surpresa);

Déborah Regina

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