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Resenha – Garoto 21

Fala galera, tudo bom com vocês?

A resenha de hoje é do livro Garoto 21, do autor Matthew Quick. Acho que todos já devem conhecer pelo menos 1 livro do Quick, não é mesmo? Autor de O lado bom da vida, Perdão Leonard Peacock, Quase uma Rockstar e A sorte do agora, esse autor é simplesmente sensacional, logo mais explico o por que. Vamos a resenha?

untitledLivro: Garoto 21
Autor: Matthew Quick
Páginas: 272
Gênero: Ficção
Editora: Intrínseca
Nota: 🍦🍦🍦🍦🍦

Sinopse – Repetir um movimento várias e várias vezes ajuda a clarear a mente – uma lição que Finley aprendeu muito cedo, nas quadras de basquete. Numa cidade comandada pela violência do tráfico e da máfia irlandesa, vestir a camisa 21 e dar o sangue em quadra é sua válvula de escape.

Vinte e um também é o número da camisa de Russ, um gênio do basquete. Ou pelo menos era. Recém-chegado à cidade de Bellmont depois de ter a vida virada de cabeça para baixo por uma tragédia, a última coisa que ele quer é pegar de novo numa bola.

Russ está confuso, parece negar o que lhe aconteceu e agora se autointitula um alienígena de passagem pela Terra. Finley recebe a missão de ajudá-lo a se recuperar e, para isso, precisará convencê-lo a voltar a jogar, mesmo sob o risco de perder seu lugar como estrela do time.

Contra todas as probabilidades, Russ e Finley se tornam amigos e, por mais estranho que pareça, a presença de Russ poderá transformar a vida de Finley completamente. Uma emocionante história sobre esperança, amizade e redenção, com a prosa sensível e inteligente de Matthew Quick.

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Não é o o meu primeiro contato com os universos criados pelo autor Matthew Quick, analisando aqui, é o 4° livro do autor que eu leio – o meu primeiro contato com ele foi com o livro O lado bom da vida, depois li Perdão Leonard Peacock, depois li A sorte do agora – o único livro dele que eu não li ainda, foi o Quase uma rockstar (não li não sei por que, por que eu até tenho o livro ¬¬). Geralmente o Matthew cria um universo através de algum problema em que os personagens estejam passando e tenta de alguma forma ajudar esses personagens a superar isto.  Neste livro não se é diferente.

Em garoto 21, temos Finlay, um garoto muito fechado, retraído, que mora no subúrbio de Bellmont com o pai e o avô deficiente físico. Finlay sempre foi muito calado, e isso deriva-se de um trauma que ele sofreu ainda muito pequeno, e desde então passou a ouvir mais do que se expressar. Sua unica forma de expressão é através do basquete, e também é através do basquete que ele conhece Erin, sua então namorada. Ele não nasceu sabendo jogar basquete, como se fosse um dom de Deus dado a ele, mas sim, desde pequeno ele encontrou no basquete uma forma de se expressar, e de procurar melhorar a cada ano. Lógico que ele conta com a ajuda de sua namorada, que também joga basquete.

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O ultimo ano do colégio se aproxima, e com ele o inicio da temporada de basquete, então, tecnicamente, Finlay e Erin estão mega ansiosos para o inicio do ano, já que, se eles forem bons na temporada, conseguirão facilmente uma bolsa de estudos em uma universidade renomada, devido ao seus desempenhos na temporada. Um fato curioso em meio a todo esse lance de basquete, é a segregação racial que o autor aborda no livro. Finlay é um garoto branco, que joga em um time de basquete formado por 99% de pessoas negras. Logo mais pra frente vocês vai entender também o outro lado da questão da segregação.

Como Finlay é muito querido por seu treinador, e geralmente os treinadores são como um segundo pai para seu time, o treinador pede a ajuda dele para lidar com um “problema” que surgiu, e que só em Finlay, é que o treinador pode confiar. O “problema” é que recentemente, Russ, que é neto de um casal de amigos do treinador, perdeu os pais em um acidente de carro, e desde então o garoto que antes era o astro do basquete em sua escola, não joga mais, e desde então acredita que é um ser que veio do espaço e se auto denomina de Garoto 21. A outra parte da segregação racial que mencionei mais acima é que, Russ é um garoto negro que sempre jogou em um time composto por 99% brancos.

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É bem raro ver uma amizade entre garotos brancos e negros em Bellmont. Talvez isso seja intransigente demais da minha parte, mas descobri que ser intransigente, às vezes, torna a vida mais fácil para todos. (p.41)

E é ai que o Quick como sempre entra para discutir esses temas relevantes na nossa sociedade e que sempre geram um série de questionamentos. Outro fato abordado pelo autor no livro é a questão da classe social. Russ é herdeiro de uma boa grana, ser posto a estudar em uma escola pública, com pessoas “inferiores” a sua classe social que ele está acostumado a se envolver. A partir de todas essas questões, Matthew Quick elabora uma narrativa forte e intensa, que como todos os livros dele, se torna uma leitura simples, leve e rápida.

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Eu como sempre, rasgo elogios ao Matthew Quick, por que é simplesmente impossível se decepcionar com as histórias criadas por ele. Todo livro dele é a mesma sensação de que algo irá te surpreender no final, e como sempre, isso de fato acontece. A forma como ele constrói todo o enredo, e como se dá o desfecho da narrativa já é meio que sua marca registrada de construir suas histórias, e com esse livro não podia ser diferente. Só posso dizer que amei, e mais que recomendo.

Junior Cunha

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5 comentários em “Resenha – Garoto 21

  1. Oii Junior!
    Até hoje só li “O lado bom da vida” mas ele é um dos meus livros preferidos. Fiquei super curiosa com “Garoto 21” e agora minha curiosidade só aumentou!
    Gosto muito da escrita do Matthew Quick e acho que vou gostar bastante dos demais livros dele.
    Amei sua resenha!!

    Bjos

    Curtido por 1 pessoa

  2. Oi Lívia, obrigado flor. Então, Matthew Quick é simplesmente fantástico, todos os livros dele tem aquela mesma pegada de tratar sobre um tema pertinente e no final ele acaba te dando uma solução para toda a narrativa, não diria nem que é uma solução, e sim uma forma de os personagens ficarem bem. Leia os demais livros dele, que você não irá se arrepender. Beijão 😙

    Curtido por 1 pessoa

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