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Resenha – Confissões de Inverno

Fala galera, tudo bom com vocês?

A resenha de hoje vai ser de um livro que li recentemente e que levanta uma questão muito pertinente na nossa sociedade. O livro da vez é o Confissões de Inverno – Brendan Kiely, lançado pela editora arqueiro no ano passado. Confesso que o livro me surpreendeu muito, e me fez refletir bastante. Vamos a resenha.

Confissoes-de-inverno_Capa-WEB-209x300Livro: Confissões de Inverno
Autor: Brendan Kiely
Páginas: 224
Gênero: Romance/Drama/Literatura Estrangeira
Editora: Arqueiro
Nota: 🍦🍦🍦🍦🍦

Sinopse – À medida que sua família se desintegra, Aidan Donovan, um adolescente de 16 anos, procura consolo em estimulantes químicos, no estoque de bebidas do pai e nas atenções do padre Greg, o único adulto que realmente o escuta. O Natal chega e seu mundo entra em colapso quando ele reconhece o lado obscuro do afeto que o padre Greg lhe dedica. Enquanto tenta dar sentido à própria vida, Aidan conta com o apoio de um grupo de amigos desajustados: Josie, a garota por quem se apaixona; a rebelde e espontânea Sophie; e Mark, o carismático capitão da equipe de natação. Confissões de inverno mostra as formas pelas quais o amor pode ser usado como uma arma contra a inocência – mas também pode, nas mãos certas, restaurar a esperança e até a fé. O corajoso romance de estreia de Brendan Kiely expõe o mal que os segredos mais profundos que guardamos podem causar e prova que a verdade liberta e abre caminho para o amor.


12698996_1084788144898716_609117550_oAidan Donovan é um adolescente de 16 anos que já passou por muitas coisas na vida, e recentemente teve que suportar a separação dos pais, o que desequilibrou todo um laço de amizade que a família possuía. Sem a presença do pai, e a mãe não dando a atenção que o filho precisa, ele encontra consolo no colo de Elena, empregada da casa, que sempre procura dar conselhos ao jovem garoto. Mas Aidan acaba por descontar toda sua frustração na bebida e em remédios, o que faz dele uma pessoa muito solitária.

Outra pessoa que procura sempre aconselhar Aidan é o padre Greg, que é muito amigo da família. Aidan presta serviço comunitário na igreja Preciosíssimo Sangue, onde o padre Greg congrega, o que acaba fazendo com que ele encontre conforto nas palavras do padre, criando assim uma relação de amizade, e que certo ponto chega ir além da amizade. O que temos aqui é um lado obscuro dessa relação entre Aidan e o padre Greg, que levanta o questionamento de um tema bastante pertinente na nossa sociedade, e que infelizmente ainda ocorre em certas denominações religiosas, que é o assédio sexual praticados por pessoas da igreja com adolescentes e crianças.

A partir do momento que Aidan descobre que não foi o único a passar por aquilo que passou com o padre Greg, ele surta, e mesmo surtando, não tem coragem de contar nada pra ninguém, afinal a única pessoa que ele poderia contar, é o causador desse problema todo. Em meio a toda essa montanha russa de emoções que é sua vida, Aidan acaba fazendo amizade com Josie, Mark e Sophie, que também buscam no álcool extravasar todo o sofrimento familiar por qual cada um passa. 

Dessa forma Aidan descobre que ficar calado para um problema dessa dimensão pode ocasionar grandes problemas para ele e para todos os outros garotos que passaram por tudo o que ele passou, e principalmente para pessoas que ele podia ter ajudado mas que não se viu capaz naquele momento.

“Na quela época, acreditei nele porque queria acreditar, mas, olhando para a folha em branco durante a aula do Sr. Weinstein, pensei em como de fato se inicia uma crença. Não é que ela simplesmente atinja o sujeito feito um raio, derruba-o do cavalo e pinta seu mundo com cores mais vivas. Na verdade, tudo começa com o desejo de enxergar alguma coisa sob certo prisma ou de ver o mundo por outro ângulo. É o desejo que prepara o terreno. Faz a gente acreditar que as nuvens estão se abrindo – e se abrindo exclusivamente para nós. Precisamos que elas façam isso, porque abrir-se somente para nós dá algum incentivo, alguma inspiração para seguir em frente. Eu acreditei no padre Greg.” (p. 176)


Confissões de Inverno é um livro muito bem escrito, e que nos faz pensar sobre a importância de manter uma boa relação familiar. Nos faz refletir sobre uma questão que vivenciamos até os dias de hoje, e que não se é tomada nenhuma medida plausível para que ela venha a ser solucionada. A narrativa me prendeu bastante, por que a cada capitulo novos fatos iam surgindo e me prendendo mais e mais a história. 

Então é isso pessoal, espero que tenham gostado da resenha, tentei ao máximo não contar detalhes que pudessem estragar a leitura desse livro que me surpreendeu bastante. Até a próxima, beijos.

Junior Cunha

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