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Resenha – Memórias de uma Gueixa

Fala galera, tudo bom com vocês?

Hoje vinhemos trazer para vocês a resenha de um livro simplesmente magnifico, que é um clássico lançado a uns anos atrás, mas que até hoje é lembrado por ser uma história fascinante. Memórias de uma gueixa – Arthur Golden – o livro foi lançado em sua primeira edição no dia 27 de setembro de 1997, fazendo 19 anos esse ano do seu lançamento, quase duas décadas dessa história que encanta gerações. Essa edição foi lançada ano passado pela editora arqueiro.

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Livro: Memórias de uma Gueixa
Autor: Arthur Golden
Páginas: 448
Gênero: Romance/Drama
Editora: Arqueiro
Nota: 🍦🍦🍦🍦🍦

Sinopse – Olhos cinza-azulados. Muita água em sua personalidade, é o que diz a tradição japonesa. A água que sempre encontra fendas onde se infiltrar, cujo destino não pode ser detido. Assim é Sayuri, uma das gueixas mais famosas de Gion, o principal distrito dessa arte milenar em Kioto. Com um olhar, ela é capaz de seduzir. Com uma dança, ela deixa os homens a seus pés. O que ninguém sabe é que, por trás da gueixa de sucesso, há um passado de perdas e desilusões de uma mulher que, desde o dia em que o pai a vendeu como escrava, fez cada uma de suas escolhas motivada pelo amor ao único homem que lhe estendeu a mão. Neste livro acompanhamos sua transformação enquanto ela deixa para trás a infância no vilarejo pobre e aprende a rigorosa arte de ser uma gueixa: dança e música, quimonos e maquiagens; como servir o chá de modo a revelar apenas um vislumbre da parte interna do pulso; como sobreviver num mundo onde o que conta são as aparências, onde a virgindade de uma menina é leiloada, onde o amor é considerado uma ilusão. Já idosa, vivendo nos Estados Unidos, ela narra suas memórias com a sabedoria de quem teve uma vida longa e o lirismo de quem soube encontrar nela seu lado mais doce.


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Este livro nos conta a história de duas fases da vida de uma menina meninas: Chiyo (criança) e Sayuri (adolescente/adulta). Chiyo nasceu em uma cidade pequena de pescadores e juntamente com sua irmã Satsu foi tirada de seu lar e vendida como escrava por conta da doença de sua mãe e a precariedade econômica de seu pai. Separada da irmã e trabalhando de sol a sol como criada, seu maior objetivo é fugir, reencontrar sua irmã e voltar para sua cidade natal. Aos 16 anos sua vida muda de rumo completamente e ela se torna Sayuri e é treinada para ser gueixa, onde dedica todos os momentos do seu dia às suas aulas e a agradar sua irmã mais velha e sua mamãe com o objetivo de ser adotada e assim não passar necessidades. Chiyo e Sayuri São totalmente diferentes apesar de serem a mesma pessoa, poucas coisas permanecem da passagem de uma para a outra: os olhos cinza-azulados, ser alvo do ódio de Hatsumomo e a vontade de agradar ao presidente.

“A dor é uma coisa muito esquisita; ficamos tão desamparados diante dela. É como uma janela que simplesmente se abre conforme seu próprio capricho. O aposento fica frio e nada podemos fazer senão tremer. Mas abre-se menos cada vez, e menos ainda. E um dia nos espantamos porque ela se foi” (p. 271)

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Ao embarcamos nessa leitura, nos deslumbramos com o universo das gueixas, seus rituais de danças, cerimônias do Chá, regras de etiqueta, penteados que expressam o nível que a gueixa se encontra, leilões de virgindade (mizuague), quimonos que apontam a riqueza, o nível da gueixa e de sua Okiya, e maquiagens deslumbrantes. Deparamos-nos também com o Japão na época da 2º guerra mundial, o racionamento, os bombardeios, empresas fechadas, todo o caos causado por uma guerra e Sayuri tentando sobreviver como todos os cidadãos japoneses. Mais um obstáculo a ser vencido por ela. O que torna a leitura desse livro surpreendente, todos o problemas que a personagem encara com firmeza.

“Um en é uma ligação cármica que dura uma vida inteira. Hoje em dia muitas pessoas parecem acreditar que suas vidas são totalmente questão de opções; mas em meu tempo nós nos víamos como peças de argila que mostram para sempre as impressões dos dedos de todos os que as tocaram.” (p. 313)

Memórias de uma gueixa possui muitas palavras em japonês, mas não chega a ser um problema, Sayuri é a narradora de sua história e tem consciência que pessoas exteriores a cultura terão acesso a ela, deste modo, ela explica cada expressão que nos possa ser desconhecida e é relevante para a história. Gostei muito do livro, comecei a ler em um raro dia livre de trabalhos da faculdade e me envolvi de uma maneira que terminei no mesmo dia, quase me esqueço de comer.


Observações: Mizuague ou Mizuge como é chamado, era uma cerimônia pela qual passava a maiko (Gueixa), onde um homem pagava dinheiro pelo privilégio de ter sexo com a aprendiz de gueixa, o que também significava a maioridade. Esta transição ocorria geralmente em torno dos 20 anos. Depois disso, uma gueixa deveria ser capaz de se manter com a força de suas próprias realizações artísticas e deixar a sua irmã mais velha.

Aokiya – fornece comida, conselho, quimonos, obis (faixa de tecido resistente que envolve a cintura da gueixa, geralmente é usada por praticantes de artes marciais) e outras ferramentas de seu comércio. Como se fosse uma cuidadora, que seria reembolsada por toda a despesa da Gueixa, quando essa obtivesse ganhos.

Gueixas e suas belezas.


Então é isso pessoal, espero que tenham gostado da resenha de hoje. A resenha foi feita pela minha amiga Déborah, e eu super curti e aprovei. As gueixas são de uma beleza fora do comum, e até hoje ainda temos a existência dessa cultura japonesa, apesar de que perdeu força durante as ultimas décadas. Beijos e até a próxima.

Junior Cunha

 

 

 

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2 comentários em “Resenha – Memórias de uma Gueixa

  1. OI Ju, tudo bem contigo? Sabe que dizem ser maravilhoso este livro mas eu nunca tive curiosidade pela leitura nem pelo filme, já que a cultura japonesa não é o meu forte, ainda mais você dizendo que tem muitas palavras no texto. E depois eu ia ficar muito p### da vida com o que ela passa e tudo o mais. Mas adorei as suas fotos!

    Beijos,

    Greice Negrini

    Blogando Livros
    http://www.amigasemulheres.com

    Curtido por 1 pessoa

  2. Oi Greice. Então, eu sempre ouvia falar do livro também, mas é o tipo de leitura que não me agrada muito… por isso passei o livro pra minha amiga/resenhista do blog ler e fazer a resenha. Ela simplesmente amou o livro, lendo ele super rápido (tenho medo dessas pessoas que não param nem pra comer quando estão lendo um livro kkk). Beijos e obrigado pelo comentário ❤

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