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O Leitor do Trem das 6h27 – Resenha

Olá amigos leitores, tudo bem com vocês?

   Hoje trouxemos para vocês a resenha do livro O Leitor do Trem das 6h27 do autor francês Jean-Paul Didierlaurent, o qual recebemos em parceria com a editora Intrínseca.

Vamos ao ponto principal, a resenha.  

  • Título original: Le Liseur du 6h27
  • Autor: Jean-Paul Didierlaurent
  • Editora: Intrínseca 
  • Ano: 2015
  • Páginas: 176
  • Nota: 🍦🍦🍦🍦🍦

“O Fabuloso Destino de Guylain Vignolles”

   O livro é narrado em terceira pessoa, sob o ponto de vista de Guylain Vignolles, nosso protagonista.

   Guylain Vignolles carrega sobre si o peso de um nome que desde sempre foi motivo de piada por parte das outras pessoas, desde a infância carregou o constrangimento de possuir esse nome.

   Guylain tem agora trinta e seis anos, mora sozinho em Paris, trabalha numa fábrica destruindo livros, seu único bem é seu peixinho dourado Rouget de Lisle, com quem conversa e desabafa sobre a vida.

   A fábrica onde trabalha é onde passa a maior parte do seu dia, com pessoas boas e pessoas ruins, no caso apenas o porteiro Yvon é seu amigo e é está sempre a recitar versos alexandrinos, os outros dois, o gordo e o chato, como gosta de chamá-los, Kowalski e Brunner, apenas servem para atormentar Guylain e tornar seu trabalho mais dificultoso, temos ainda A Coisa, que na verdade é a máquina que Guylain opera e à qual ele trata como se fosse um ser vivo, um monstro, que a qualquer momento pode devorar todos, assim como fez com Giuseppe, amigo de Guylain e antigo funcionário, depois de afastado da empresa, Giuseppe conta apenas com a ajuda de Guylain, que faz de tudo para ver o amigo feliz.

   Guylain é aparentemente uma pessoa como outra qualquer, exceto por um detalhe, que faz toda diferença. Todos os dias quando embarca no trem das 6h27 para ir trabalhar, Guylain senta no mesmo banco retrátil e retira uma página de uma livro qualquer de dentro de sua maleta e lê em voz alta, esse ato para ele é algo que faz para si mesmo, mas desperta a atenção das pessoas à sua volta, que saboreiam cada palavra.

   Vemos a vida monótona de Guylain ganhando mais vida, quando em um dia, andando pela rua é abordado por duas senhoras, que o reconhecem de suas leituras no trem, elas lhe fazem um pedido, que Guylain possa ir ler em um determinado lugar para determinadas pessoas, de início isso soa ridículo, mas Guylain acaba cedendo e acrescentando isso à sua rotina, dando mais vida à sua própria vida. Logo adiante outro acontecimento muda totalmente a vida de Guylain, em mais um dia normal, ele encontra no banco retrátil onde costuma se sentar no trem, um pen drive, que ao chegar à sua casa descobre ser uma compilação de arquivos, cada um com um capítulo de um diário, uma história real, de uma mulher chamada Julie, ao ler todos arquivos, Guylain acaba por querer um dia conhecer Julie, mesmo parecendo impossível, ele segue em busca de Julie, em busca de mais cores em sua vida.

   Quando comecei a ler esse livro me senti como se estivesse assistindo à um filme francês, foi quase como assistir O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, foi calmo, foi sensível e tão cheio de pequenos bons momentos, que me fez sentir como se eu fosse parte da história, como se eu tivesse encontrado um pen drive no trem e estivesse agora lendo sobre a vida de Guylain.

   Durante toda a leitura pude sentir aquele clima convidativo tão típico dos franceses, que nos deixa confortáveis e familiarizados. 

   A narrativa é muito fluida e sutil, nos aposentando aos poucos a vida do Guylain e os acontecimentos que se sucedem, introduzindo personagens tão únicos que fica difícil não se apegar.

   A leitura desse livro foi maravilhosa e não consigo pensar em adjetivos que não sejam doce, belo, sublime, sensível, acolhedor, pois só me despertou coisas boas, me trouxe bons sentimentos, me fez sorrir, trouxe lições de vida e mostrou que a vida mesmo simples tem suas belezas.

   Esse livro está mais do que recomendado, se você gosta de histórias simples e sensíveis e que são bem escritas, porque o autor fez um excelente trabalho, colocando apenas o necessário, não perdendo tempo e nem enrolando o leitor, pelo contrário, foi envolvente e deu vontade de querer ler mais da vida de Guylain e das pessoas à sua volta.

   Leiam esse livro e compartilhem depois aqui o que acharam, pois o livro é maravilhoso por fora e por dentro também.

Gostaria de mostrar o quão bonita está essa edição, a Intrínseca realmente caprichou, além de o livro ter um tamanho um pouco menor que o habitual, sendo ideal para levar na bolsa e ler no trem ou no ônibus, assim como vemos na história do livro, temos também esse trabalho artístico maravilhoso na parte de dentro da capa, parabéns Intrínseca por esse belíssimo trabalho.

  

   Essa foi a resenha de hoje, espero que tenham gostado e se interessado em ler esse livro, assistam também ao filme da Amélie Poulain, que tem o mesmo clima desse livro.
Beijos e abraços!

Miriana ❤ 

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8 comentários em “O Leitor do Trem das 6h27 – Resenha

  1. Na hora em que vi o título desse livro, soube que teria que lê-lo. E eu gostei, especialmente pela moral da história, mas acho que esperava um pouquinho mais da história. Não sei explicar bem, mas não consegui me envolver completamente. De qualquer forma, por ser uma leitura leve, sensível e curtinha, acho que vale de qualquer forma 🙂
    Beijos

    Curtido por 1 pessoa

  2. Para mim, em determinados pontos da história Guylain se pareceu como o protagonista de outro filme francês que se chama um plano complicado. Acredito que as tramoias que Guylain tem para fazer o amigo não desistir da vida me fizeram comparar à esse filme. O filme também é excelente. Tipicamente francês.

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