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Resenha – Para onde vai o amor?

Fala galera, tudo bom com vocês?

A resenha de hoje é sobre o livro Para onde vai o amor? do autor nacional Fabrício Carpinejar, ou como é mais conhecido, Carpinejar. Livro que contêm várias crônicas do autor que é um gênio em expor sentimentos.


download (1)Livro: Para onde vai o amor?
Autor: Fabrício Carpinejar
Páginas: 176
Gênero: Crônicas
Editora: Bertrand Brasil
Nota: 🍦🍦🍦🍦🍦
Sinopse: O amor não é uma propriedade de quem sente, é uma transferência total para quem é amado Você que está vendo este livro com dúvida se precisa dele, você não precisa dele, precisa de si, vive caçando uma palavra que confirme o que deseja, está atrás de um escritor que possa lhe recomendar de volta para quem brigou, com capacidade de explicar o que sente e traduzir seus tormentos. Mas já sabe o que deseja, não há como convencer do contrário, os amigos mostraram que seu relacionamento não tem futuro. Não acredita neles, acredita somente no milagre. E como justificar um milagre, ainda mais para quem não tem mais fé? Eu entendo o que está passando: sua raiva, sua amargura, seu cinismo, seu desencanto. Percebeu que a razão não conforta, que a vingança ou o perdão não ressuscita a tranquilidade, que o fundo do poço nunca se equivale ao nosso fundo. Você parece normal, mas todo mundo deixa de ser normal quando se apaixona e se separa. Se sua expectativa é por uma solução, eu guardo apenas uma certeza que trará alívio mais adiante: você não vai desistir. Quando diz que acabou a relação, é que está procurando um outro jeito de recomeçar. Em seu novo livro de crônicas, Carpinejar apresenta 42 textos que sobre amor, desilusão amorosa, casamento, divórcio, saudade e outros sentimentos que compõem os relacionamentos.


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Neste livro temos vários textos do Carpinejar, e cada um vai superando o outro. Você vai lendo e pensando: “E não é que isso é verdade mesmo”. Textos que refletem bem o sentimento que envolve amar, que envolve conhecer e se apaixonar por uma pessoa e tudo o que se pode tirar de um relacionamento.

É difícil resenhar sobre crônicas já que são geralmente curtas, mas nesse livro elas basicamente retratam um mesmo tema, o amor. Cada crônica se diferencia da outra, mas seguindo um mesmo pensamento, uma mesma emoção. Tratar de um sentimento tão lindo como o amor, não é pra qualquer pessoa, e neste caso o Carpinejar não deixa nada a desejar. O autor já tem inúmeros livros publicados, mas esse foi o meu primeiro contato com o autor.

A culpa é o meu crime – (Pg. 16)

Minha mãe, religiosa, frequentadora da missa todo dia, costumava nos explicar que Jesus poderia aparecer na condição de um mendigo em nossa porta. Para a gente tomar cuidado e não destratar só porque ele estava sujo e fedido. O costume era escorraçar o filho de Deus sem compreender seu sofisticado disfarce.

Sempre que um mendigo apertava a nossa campainha em minha infância, espiava pelo olho mágico e gritava, eufórico, para espanto daquele sujeito que pedia esmola ou um remédio ou um pão velho:

– É Jesus, mãe! Jesus voltou!

Festejava sua chegada com frenéticos pulos. Muitos pedintes estranhavam nossa alegria e davam meia-volta rapidamente. Não arriscavam sua reputação. As visitas foram rareando. Com receio de nossa loucura, o círculo de mendicância vetou nossa residência.

Naquele tempo, eu obedecia mais do que compreendia, hoje compreendo mais do que obedeço.

Meu pensamento se transformou e confio nas aparências. As aparências é que são verdadeiras.

A vontade é responder para minha mãe: cuidado com o que você não diz aos filhos.

É mais fácil Jesus ser acolhido camuflado de mendigo do que realmente como Jesus.

Jesus surgindo em nossa frente como ele realmente é, com sua bata e beatitude, com seus olhos limpos e sua pele pura, consideraríamos que é um charlatão, um impostor, um tipo aproveitador fantasiado de Jesus. Jesus não seria aceito como Jesus.

Não confiamos no óbvio. Desprezamos o óbvio. Há uma tradição de refutar o simples, recusar as evidências, complicar a alegria.

Não enxergamos a facilidade da felicidade.

Desde criança, eu me sinto enganado principalmente quando não sou.

A culpa é meu crime. Não antecipo o pior, e sim concretizo o pior, chamo o pior, amo o pior, adapto-me ao pior, convenço-me de que apenas resta o pior.

Quero ser esperto quando não é necessário. Como se a maturidade fosse sinônimo de suspeita e desconfiança, e ingenuidade significasse acreditar de primeira.

Assim recebemos o amor.

Se o amor bate em nossa porta com cara de amor, não atenderemos, fingiremos que não é conosco.

Se a mulher de nossa vida despontar com jeito de mulher de nossa vida, não aceitaremos. Complicaremos a conversa. Seremos grosseiros, prepotentes, soberbos, não escutaremos até o fim.

Se ela aparecer dedicada, afetuosa, decidida, disposta e romântica, pensaremos que é uma farsa.

Preferimos um amor mendigo, acabado, arrasado, infiel, que nos arraste para sua destruição.

Optamos por um amor de esmola, um amor de sobras, um amor que nos faz mal, claramente egoísta e indiferente. Só pela miragem de que existe um salvador escondido dentro dele.

Abrimos a porta somente para quem não nos merece, enquanto quem nos merece jamais recebe sua chance.


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Então é isso pessoal, espero que tenham gostado do post de hoje. Não foi bem uma resenha, mais sim um breve relato do que eu achei e o do que se esperar da leitura desse livro. Não vou dizer que virei fã do autor, mas digo que ele entende do assunto e nos passa de uma forma simples o seu entendimento. Se lerei mais algum livro do autor… o tempo é que irá dizer rsrs. Beijos e Abraços.

Junior Cunha

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10 comentários em “Resenha – Para onde vai o amor?

  1. Olá, pessoal! Obrigada por seguir meu blog, já estou seguindo de volta.
    Adoro o Carpinejar, mas ainda não tive a oportunidade de ler esse livro. Boa dica!

    Bjus

    Curtir

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