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Resenha – A sorte do agora

Fala galera, tudo bom com vocês?

Hoje eu venho trazer para vocês a resenha do livro A sorte do agora, do autor Matthew Quick. Esse autor é um dos meus favoritos, pela forma que ele consegue apresentar uma historia simples capaz de te prender do inicio ao fim.


capa_A sorte do agora_PT-BR.inddLivro: A sorte do agora
Autor: Matthew Quick
Páginas: 224
Gênero: Ficção
Editora: Intrínseca
Nota: 🍦🍦🍦🍦🍦

Neste quarto livro do autor lançado aqui no brasil pela editora intrínseca, temos a historia do Bartholomew Neil, um quarentão que passou a vida toda morando e dependendo da mãe, até que ela adoece e acaba falecendo. Com isso Bartholomew acaba ficando sem chão, já que sua mãe era tudo o que ele tinha. No decorrer do estagio do câncer, sua mãe acaba por ir perdendo um pouco dos sentidos (Delirando), e passa a chamar o filho de Richard, e como ela era muito fã do ator Richard Gere, Bartholomew deduz que ela estava se referindo ao ator, e acaba por aceitar se passar por Richard para deixar a mãe feliz e confortável nos seus últimos dias de vida.

Após a morte da sua mãe, Bartholomew acaba encontrando uma carta assinada pelo Richard Gere, que sua mãe jurava ter sido enviada pelo próprio ator, por isso guardava a carta com maior amor, sendo que na verdade era uma das milhares de cartas que a instituição de caridade do ator mandava para as pessoas.

Cada capítulo do livro é uma correspondência que o Bartholomew escreve para Richard Gere, dialogando sobre acontecimentos do seu dia a dia, e como esta sendo a vida sem a mãe. Ele também tira dúvidas e faz questionamentos, até chega a ouvir a voz de Richard lhe dando conselhos em determinado momentos.

Como a perda da mãe o afetou muito, Bartholomew cria um mundo em sua cabeça e passa a se comunicar com alguém que ele nem conhece pessoalmente, mas que ele julga ser uma pessoa que pode ajudá-lo a melhorar, tanto é que ele passa a lutar entre o bem e o mal, dentro de si mesmo. De um lado temos a voz de Richard que é o lado bom, que dá conselhos e lhe diz o que fazer, e do outro lado temos o “Homem furioso” que está dentro do estômago dele, que representa o lado mal e vive falando para Bartholomew o quanto ele é retardado e idiota.

Sempre que algo de ruim acontece com a gente, uma coisa boa acontece. Normalmente com outra pessoa. Essa é A Sorte do Agora. Precisamos acreditar.

Bartholomew não tinha muitos amigos, sendo o padre McNamee a unica pessoa que ele podia contar como amigo tanto de sua mãe quanto dele. Tem também uma garota que trabalha na Biblioteca, que ele gentilmente a chama de Meninatecária (em seus pensamentos) e que ele sonha em dar pelo menos um oi pra ela, mas sua timidez não deixa.

Um dia o Padre McNamee resolve largar a batina, por que segundo ele Deus não quer mais se comunicar com ele, e pede pra morar junto com Bartholomew, o que deixa Wendy, a terapeuta do Bartholomew com um certo receio de que isso não seria bom para a nova vida do rapaz. Aconselhado pela Wendy a frequentar uma terapia em grupo, Bartholomew acaba conhecendo Max, que recentemente passou por um período de perda, e também tenta se recuperar. Jogo do destino ou não, mais tarde Bartholomew acaba descobrindo que Max é irmão da Meninatecária.

Um amigo é um presente que você dá a si mesmo.

Ao descobrir novas pessoas em sua vida, Bartholomew vê ai uma chance de viver tudo aquilo que não viveu ao longo dos seus 40 anos morando com a mãe. Ele passa a viver aventuras e a ter novas descobertas em sua vida, e de certa forma acaba mudando a vida de todos que estão a sua volta.

Matthew Quick é único ao escrever sobre problemas psicológicos que seus personagens geralmente convivem, ele trata de um forma tão intensa que você acaba por ver esses transtornos com outros olhos, sabendo que essas situações acontecem na vida real, e o quão difícil é para a pessoa poder se recuperar e viver normalmente de novo. Mais uma vez o autor me surpreendeu com sua narrativa rica em personagens intensamente humanos, ele aborda de uma forma simples problemas tão complexos, o que deixa a leitura fluída e divertida.

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Bom pessoal é isso, espero que tenham gostado da resenha, comentem se vocês já leram algum livro do autor e o que acharam da resenha. Com certeza o Matthew Quick é um dos meus autores favoritos. Abraços.

Junior cunha.

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6 comentários em “Resenha – A sorte do agora

  1. Eu gosto muito da escrita do Matthew Quick, mas acho que ele se repete demais em temas, personagens e tramas. Apesar disso, gosto muito do autor porque, como você disse, acho que ele consegue criar personagens extremamente humanos e cativantes, ao mesmo tempo em que retrata seus problemas de maneira real e sensível. Meu preferido dele é Perdão, Leonard Peacock!
    Beijos

    Curtido por 1 pessoa

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