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Resenha – Linda, como no caso do assassinato de linda

Bom dia gente, tudo bom com vocês? Hoje eu venho trazer para vocês a resenha do livro Linda, como no caso do assassinato de linda – do autor Leif GW Persson. Esse livro foi lançamento de julho da editora Intrínseca, e seu gênero literário é investigação policial.

lindagrandeLivro: Linda, como no caso do assassinato de linda
Autor: Leif GW Persson
Páginas: 432
Gênero: Policial 
Editora: Intrínseca
Nota: 🍦🍦🍦

Eu particularmente amo livros de investigação policial, principalmente os da editora Intrínseca que sempre inovam trazendo autores poucos conhecidos ou que estão começando a escrever agora, como foi o caso do Joël Dicker, autor de A verdade sobre o caso Harry Quebert e Os últimos dias de nossos pais, que é um autor novo e que acabou por se tornar um dos meus autores queridinhos.

O livro trata-se da investigação do caso do assassinato de Linda, que foi estuprada e brutalmente assassinada em seu apartamento. Linda era o tipico tipo de garota que era simpática e amável com todos, o que muitos diziam ser um grande defeito da moça, confiar de mais nas pessoas. Linda era aluna da academia de policia de Växjö, localizada na Suécia. A trama toda se desenvolve nesta mesma cidade.

Para solucionar o caso, a equipe de polícia da cidade de Växjö, conta com a ajuda da Divisão Federal de Investigações Criminais, na qual o policial Evert Bäckström, de Estocolmo, é designado para liderar as investigações. Ai é que começa o grande X da narrativa.

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O policial CHEFE Bäckström é o típico homem egoísta, preconceituoso e que se acha o único capaz de solucionar o caso, chegando a duvidar da capacidade de todos da sua equipe. O que se prova realmente contraditório dessa colocação do personagem, já que seus métodos antiquados e passados acabam por não solucionarem a investigação e sim retardar ainda mais a mesma.

Ainda falando sobre o Personagem Bäckström, ele não mostra dedicação ao caso, ele apenas espera que sua equipe de investigação apresente soluções, e em muitas reuniões quando lhe é apresentado algo que ele julga não fazer sentido ele debocha e usa de ironia para responder seus companheiros de trabalho, o que o torna 70% um “Babaca”.

O acontecimento do livro mais cômico é a forma dele investigar o crime, pra ele todos que estiveram ou que conheciam a jovem Linda, eram suspeitos, com isso ele manda sua equipe colher o DNA de todas essas pessoas, no final do livro foram colhidas algo em torno de 700 amostras de DNA, que só se torna cômico por não servir pra absolutamente nada ao final da narrativa, perca de tempo e dinheiro público, apenas.

Ok – Concordou Bäckström – Ouviram o que Enok falou. Vamos sair por ai golpeando com foice. Precisamos de amostras, amostras e mais amostras. Aqueles com consciência tranquila nada têm a temer, e todo cidadão decente quer ajudar a polícia. Então, não devemos encontrar obstáculo para conseguirmos voluntários.

Bäckström cismava em continuar com essa historia de investigação por amostra de DNA, alguns membros da sua equipe estavam fazendo a investigação pelo método tradicional, colher informações, analisar, juntar com outras informações e nisso busca entender o que de fato aconteceu, enquanto Bäckström só pensava em beber (sim, ele bebia toda noite antes de dormir, afinal, estudar o caso pra quê né). Um bom policial investigador sabe usar a cabeça e juntar pistas para resolver uma trama.

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Não digo que o livro em si é ruim, e sim a forma que o autor coloca alguns pontos, onde ele foca mais em certas coisas do que em outras, acabando por deixar o livro meio parado por grande parte da leitura. Nas primeiras 40 paginas eu estava lendo e dormindo, de tão parado que estava. Mas, a partir da pagina 60 o livro toma um ritmo diferente, e acaba te prendendo a narrativa. Sobre o desenrolar da história, eu realmente não esperava que fosse aquela pessoa, por que ele simplesmente só vem aparecer na narrativa bem depois da metade do livro, o que torna o livro bem lento.

O que eu achei interessante é que, uma das policiais envolvidas na investigação do caso, depois que o caso foi solucionado, ela entra de licença e se afasta da polícia para terminar os estudos, e na tese de doutorado dela denominada “Em memória da vitima?”, ela faz uma analise midiática sobre a abordagem dos casos de assassinatos envolvendo mulheres. O interessante disso tudo é que, quando se trata de mulheres, a mídia usa apenas o nome dessas mulheres para chamar atenção em títulos de matérias, por exemplo, O “Assassinato de Linda”, e não podendo ser qualquer mulher, mulheres com faixa etária entre os 20 e 40 anos, aquelas mulheres denominadas jovens e na flor da idade, já que quando se tratava de casos com mulheres acima dessa idade a noticia se tornava não atraente, segundo a perspectiva da mídia o texto era entediante, sendo abordado apenas como “Assassinato com senhora de 60 anos…”, ou seja, um assassinato qualquer que não gera interesse ao público, as matérias carecem de valor midiático para poder fazer com que aquele jornal seja mais vendido ou assistido.

Confesso que em relação a outros autores lidos, como o Joël Dicker, o Leif Persson deixou a desejar, por ser a minha primeira leitura do autor, espero que em obras futuras ele venha a melhorar na sua forma de escrita e criação de narrativa.

Bom gente, então é isso, espero que tenham gostado da resenha. Mesmo não sendo tão bom assim, o livro tem uma historia bacana, lógico que, se você não se importar tanto com livros com narrativas lentas, então eu indico esse livro pra você.

Junior Cunha.

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